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terça-feira, 22 de março de 2011

HISTÓRIA E LITERATURA: PARADIGMAS NA MITOLOGIA



O escritor Umberto Eco defende a tese que a leitura é uma necessidade biológica, buscando costurar História, Literatura e fatos mitológicos. O poeta grego Homero que inspirou escritores hors – concours em prosa e verso, como o romano Virgílio e o florentino renascentista Dante Alighieri, uniu o mundo real, a geografia do belíssimo Egeu com relatos mitológicos. Nada é mais clássico que o bem conhecido “A Guerra de Tróia”, em que espartanos gregos e troianos lutam pela conquista da linda Helena.

A Helena é uma grande metáfora, ela representa a própria Grécia, ou seja, representa a beleza geográfica e cultural da própria civilização helênica. A consolidação da literatura grega veio com a obra “Odisséia”, que também une o verdadeiro espaço geográfico e a odisséia dos deuses gregos e do irreal Ulisses. No Egito Antigo, encontramos uma cultura também politeísta, com uma forte crença em deuses que estavam inseridos na natureza, interferindo na economia, na literatura com a obra “O livro dos Mortos”, descrevendo a vida post mordem do faraó Menés até Cleópatra, com pitadas de mitologia.

No governo de Amenófis IV ou Akhenaton e Nefertiti, foi implantado o monoteísmo cultuando o deus Aton ( o deus Sol ) fortalecendo a divindade tanto no Alto Egito como no Baixo Egito na XVIII Dinastia. A tentativa de Akhenaton de eliminar do cenário social os demais deuses como Ptah, Osíris, Imhotep, entre outros, causou um profundo impacto cultural, econômico por terem abandonado a Cidade – Estado de Tebas e político com a falta de credibilidade e truculência de Akhenaton e Nefertiti.

No governo de Cleópatra ( 70 a.C - 30 a.C ), os egípcios ficaram escandalizados com a divindade da rainha do Egito com o deus Dioniso, o deus do vinho, realizando uma verdadeira orgia, tendo a participação do militar romano Marco Antônio ( 80 a.C – 30 a.C ), facilitando assim, a queda da última Dinastia egípcia. No início da Idade Média, os navegadores escandinavos Vikings faziam oferendas para o deus Thor, buscando vitórias e força diante das adversidades em alto mar e nas terras distantes e desconhecidas.

A mitologia indígena e contemporânea é rica em fatos que são passados via oral de pai para filho. Existe a mitologia da prática do canibalismo, que o inimigo devorado chega com maior facilidade no paraíso, e facilitando também a vida dos nativos canibais. Temos a obra de Monteiro Lobato “Sítio do Picapau Amarelo”, rica em figuras mitológicas como o Saci, Cuca ou o marquês de Rabicó, que mexeu com a infância de muita gente. No Oriente Médio temos a literatura mitológica do “Ali Baba e os quarenta ladrões” ou a narração da persa Sherazade que conta a história das mil e uma noites, enfim, a relação entre Mitologia, Literatura e História é estreita e só enriquece o imaginário da nossa espécie, com obras de grande relevância para as pessoas de todas as idades.



4 comentários:

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